quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O cravo

Contado por Nado ex-jogador do clube na década de 60.

Em 1963, quando saíamos da concentração em Beberibe, num ônubus de uma empresa local, Rinaldo Lapada, sempre brincalhão, sentou na cadeira do cobrador e "exigiu" de todos o pagamento da passagem. Ao abrir a gaveta, encontrou um cravo branco. Imediatamente comentou comigo : "vou fazer uma presepada". Chegando ao campo, onde enfrentariamos o Sport, Rinaldo ofereceu ao capitão rubro-negro o tal cravo que levara no calção.

Naquela época, Pai Edu era considerado o décimo segundo jogador do náutico e o citado capitão com os demais jogadores do seu time não aceitaram. Em vista disso, Rinaldo se dirigiu ao gol do Sport e colocou aquela suspeita flor no interior da baliza. Foi o suficiente para gerar o maior reboliço dentro de campo, pois ninguém tinha coragem de tirar "aquelacoisa" de lá. Depois de 30 minutos, o preparador do time leonino aproximou-se, fez suas mandingas, rezou e com cuidado retirou o objeto da discórdia e o jogo teve o seu início.

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